Naipes de cartas – Do Ás ao Rei, confira todas as 13 cartas!

Naipes de cartas

Os naipes de cartas são conhecidos até mesmo por aqueles que não gostam desses jogos de cassino, pois são famosos em todo o mundo por causa, justamente, dos jogos de mesa que os utilizam. Hoje estamos acostumados a vê-los em todas as formas, novos para desfazer ou usados há anos na casa da vó e – por que não – até mesmo sua versão virtual em jogos de cartas online.

A verdade é que o jogo de cartas acompanha o homem em sua evolução há pelo menos mil anos, acompanhando-o e, de certa forma, também testemunhando algumas mudanças culturais, como veremos.

Neste conteúdo, vamos contar um pouquinho mais sobre a história, origem e explicar quais são os naipes de cartas disponíveis em um baralho comum. Leia conosco e entenda mais, vamos lá!

As origens dos naipes de cartas

Naipes de cartas
Fonte: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/cartas-baralho-origem.phtml

De acordo com a maioria dos estudiosos, os primeiros exemplos de naipes de cartas estão na China, por volta do ano 1000. Em particular, o período identificado como mais provável é aquele em que foi inventado o papel e mais precisamente o papel-moeda. De fato, acredita-se que, pelo menos num primeiro período, que nos jogos de cartas as ferramentas utilizadas (as cartas, aliás) eram também a moeda, portanto, gerando assim o surgimento das apostas.

Em um trânsito genericamente identificado, as cartas de baralho teriam chegado à China através da Índia, Pérsia e algumas populações do Oriente Médio, como os egípcios. Enquanto isso, as várias guerras certamente desempenharam um papel decisivo na difusão do jogo de cartas no Ocidente.

O papel das guerras e a chegada dos naipes de cartas no Ocidente

Em particular, parece que durante as primeiras Cruzadas, os soldados cristãos descobriram esse passatempo com as populações árabes, levando-o consigo em seu retorno à Europa. Não é por acaso que as primeiras evidências de cartas no Velho Continente ocorreram na segunda metade do século XIV. Um dos primeiros exemplos é o chamado “deck Stuttgart”, onde as representações retratavam cenas de caça.

As primeiras provas da existência das cartas vêm, de fato, tanto da proibição de jogar com cartas promulgada pelas autoridades da época, quanto de sermões de autoridades religiosas que alertavam para os perigos decorrentes do jogo. Um desenvolvimento singular, já que provavelmente foi devido a uma guerra de religião (como o foram as Cruzadas) que o jogo de cartas se espalhou para o Ocidente.

Os naipes de cartas de baralho, metamorfose e significado

Entre as certezas que temos da história e dos documentos passados, sabemos que as cartas árabes – principalmente as recebidas dos egípcios – tinham quatro “naipes”: Tûmân (xícaras), Suyûf (espadas), Darâhim (moedas) e Jawkân (varas). Cada naipe de cartas incluía 10 cartas numeradas e três “cartas com figuras”, que representavam algo como um rei e seus vice-reis.

Mas cuidado: a outra certeza é que essas cartas não tinham representações humanas. Na verdade, o Islã proíbe absolutamente retratar figuras humanas, portanto, as representações na época eram em sua maioria abstratas. O advento da representação humana nas cartas é, portanto, um fenômeno de contaminação inteiramente ocidental.

No Velho Continente, o jogo de cartas se tornou a cruz e o deleite de várias civilizações. Por um lado, um passatempo cada vez mais difundido entre a população, motivo de preocupação e proibições para a ordem estabelecida. Para além da sua legitimidade, segundo muitos estudiosos, o baralho no Ocidente através da Europa também assume conotações sociais, ou melhor, identifica – de forma muitas vezes irônica – várias classes sociais.

Por exemplo, parece que as Copas eram identificáveis com o clero, as Espadas com a nobreza, as Moedas com os mercadores e os Bastões com os camponeses. Este parece ser, definitivamente, o significado dos naipes de cartas antigos.

Do jogo de elite ao passatempo popular

Outro aspecto crucial para a compreensão da história dos naipes de cartas de baralho diz respeito à mudança radical de seu “alvo” de referência. Antigamente, as cartas eram verdadeiros objetos preciosos, com detalhes em ouro e outros materiais preciosos. Não raramente eram usados como presentes em ocasiões importantes e seu uso era quase exclusivo das classes mais ricas.

Posteriormente, com a sua disseminação para outros continentes e a evolução dos sistemas de produção, as cartas se tornaram ferramentas cada vez mais populares mesmo entre as classes mais humildes.

Como os naipes das cartas francesas nasceram?

A evolução das cartas também é uma história de contaminação. Das antigas cartas egípcias chegamos primeiro aos naipes alemães: bolas, corações, folhas e sinos. Então, uma contribuição decisiva veio dos franceses (que possuem história significativa nos jogos de cassino e cartas), que inventaram o baralho que mais tarde se tornou o mais famoso de todos com quatro naipes: copas, espadas, ouros e paus.

As razões para a adoção desses símbolos que chegaram até hoje são quase certamente apenas econômicas: copas, ouros, espadas e paus eram na verdade símbolos muito mais facilmente reproduzíveis do que os naipes de cartas alemães ou – pior ainda – dos naipes asiáticos dos quais eles derivaram.

No final da Idade Média, então, as figuras eram frequentemente usadas para representar as famílias reais das várias dinastias europeias. Assim nasceram o Rei, a Rainha e o Valete.

Curiosidade: na Inglaterra, por um período, vigorava uma regra segundo a qual o valor das cartas era vinculado ao sexo do governante. Se havia um Rei no cargo, então o Rei era a carta mais alta do baralho. Caso, em vez disso, uma Rainha sentasse no trono, a Rainha substituía o Rei também na hierarquia dos naipes de cartas.

A revolução do Ás

Naipes de cartas
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81s

Nesse sentido, uma última curiosidade diz respeito ao Ás. Por volta do final do século 18, todo jogo de cartas tinha a carta mais alta do Rei, enquanto a carta de menor valor era o Ás. Isso parece estranho aos olhos de hoje, onde estamos acostumados a considerar o Ás como uma carta alta e de importância primordial.

Como essa mudança aconteceu? Segundo alguns estudiosos, isso pode estar relacionado às mudanças sociais ocorridas após a Revolução Francesa e aos movimentos subsequentes nascidos de baixo, como o socialismo. Elevar o Ás à carta mais alta teria sido uma forma simbólica de suplantar a nobreza, tirando o comando da sociedade em favor da classe baixa – representada justamente pelo ás.

Tudo mudou desde então. tanto nos jogos de cartas quanto na cultura popular. Na verdade, levante a mão se você não conota o termo “Ás” com um valor de excelência absoluta, enquanto no passado era exatamente o oposto.

Hoje o Ás é uma carta de valor absoluto em muitos jogos, às vezes com poderes quase mágicos. Considere, por exemplo, as regras do Blackjack, nas quais o Ás pode valer 1 ou 11, dependendo da conveniência do jogador. A história dos naipes de cartas é realmente muito interessante e agrega muito aos jogadores de cassinos. Até a próxima!

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